Moldando-se à instabilidade dos dias de hoje...

 

Quem nunca ouviu a célebre frase "Ainda sou do tempo..."?

Há uns anos atrás teve direito a presença num anúncio, daqueles que passam inúmeras vezes nos intervalos sem fim na televisão tradicional.

E, realmente, houve um tempo... em que o mundo parecia adormecido para quase tudo. Não o mundo todo... mas o mundo que nós portugueses vivemos.

Eramos o cantinho ao sol plantado, a delícia dos turistas e onde nada de mal poderia acontecer.

A instabilidade existente já era familiar! Sobe desemprego, desce desemprego, governados por estes, agora governados por aqueles...

Mas houvesse o bom do vinho e o belo do jogo de futebol e a instabilidade lá se ia vivendo.

Porém, entrámos, do dia para noite, numa instabilidade diferente! Veio uma guerra na Europa, o fantasma da guerra nuclear... juntou-se a seca extrema, continuando o mundo a sofrer de Covid... Mais umas niquices que se lhes juntaram e o português acordou!

Ou será que nem assim acordou?!

Pelo menos os que acordaram, depararam-se com a necessidade de se moldarem a uma enormidade de alterações nas suas vidas, reinventando-se duma forma como nunca antes houvera, feito com as limitações dum mundo à beira do colapso.

Os que ainda não acordaram espera-se que acordem em breve, que se moldem à escassez de água, à necessidade de se manterem informados ouvindo várias fontes de informação e que deixem de ser os típicos portugueses que deixam tudo para a última gota de água.

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